Puxada de Cavalos

SOBRE A “PUXADA” de CAVALOS EM SANTA CATARINA

“É lamentável que a população do maravilhoso Estado de Santa Catarina permita que uma minoria de consciência adormecida persista na prática inaceitável de utilização de animais de maneira cruel e desumana, em deprimentes espetáculos chamados de diversão, como a “farra do boi” e agora as “puxadas”. Como médica veterinária sei que o esforço físico exagerado, que no caso é imposto aos cavalos nas atividades de “puxadas”, pode levar a um quadro de exaustão muscular conhecido tecnicamente como ´rabdomiólise´, que se caracteriza por uma lise do tecido muscular, ou seja, de uma destruição da estrutura muscular, o que resulta metabolicamente em insuficiência renal e sofrimento orgânico que pode culminar com a morte. Há também nestes casos, sobrecarga das funções cardiovascular e respiratória, com elevação da pressão arterial, alem de sofrimento mental, o que ocorre pela situação de subjugação a que o animal se acha submetido. O ser humano, de inteligência tão pródiga na aquisição de tantas conquistas científicas e tecnológicas, já teria condições de recorrer à vivência de harmonia com os animais e outros elementos da natureza, o que certamente lhe dignificaria a personalidade. Sabendo também que o silêncio dos bons representa sempre um fator de engrandecimento das ações dos irresponsáveis, faço votos de que a população se insurja contra essa prática absolutamente inaceitável por todos os padrões de ética que se possam imaginar.”

RESPOSTAS A UM JORNALISTA

Vamos às suas questões:

A senhora cita que o esforço físico exagerado, que resulta metabolicamente em insuficiência renal e sofrimento orgânico, pode culminar com a morte? O que seria, em uma linguagem mais leiga, esse “sofrimento orgânico”? Nesse caso, a morte do cavalo pode ocorrer a curto ou longo prazo?

R – A rabdomiólise, também conhecida como mioglobinúria paralítica ou azotúria se desenvolve da seguinte maneira: na ocorrência de esforço intenso, como no exercício muscular fatigante, os músculos trabalham em anaerobiose (produção de energia na ausência do oxigênio), com grande produção de ácido lático que causa necrose (destruição) da cápsula (envoltório) das fibras musculares e liberação de mioglobina na corrente sanguínea. A mioglobina se decompõe em componentes tóxicos que ao serem filtrados pelos rins, aí causam danos que se caracterizam como necrose renal aguda. Todo esse quadro é acompanhado por dificuldade de locomoção, tremores, sudorese, mal-estar, dores musculares, urina escura, aumento de volume dos músculos, particularmente os dos membros posteriores, que ficam sensíveis á simples palpação e por vezes também aumento da temperatura. O conjunto desses sintomas é que eu referi como “sofrimento orgânico”. Do ponto de vista metabólico, há ainda aumento das taxas de uréia e creatinina no sangue e também de ácido lático, o que causa desequilíbrio na relação ácido-base do plasma sanguíneo, determinando a ocorrência de aumento da frequência cardíaca e da frequência respiratória. A intensidade dos sintomas e a gravidade do quadro clínico está na razão direta do esforço dispendido e pode ser irreversível, levando o animal a óbito.

– Essas sequelas causadas ao animal são irreversíveis ou ocorrem somente no momento do esforço intenso a que o cavalo é submetido no momento da puxada?

R – Esta afecção é vulgarmente conhecida com “mal da segunda feira”, ocorrendo em animais sedentários cujos proprietários residem na cidade e apenas no final de semana utilizam intensamente o cavalo. Os sintomas podem surgir na sequência do esforço, mas de modo geral costumam ser percebidos na manhã seguinte ao exercício.

– O cavalo, por si só, não é um animal preparado e com estrutura para suportar esse esforço, justamente por, normalmente, ser utilizado em trabalhos onde faz um esforço contínuo durante todo o dia?

R – Os animais que estejam sedentários durante um período que antecede o esforço, são mais predispostos à ocorrência da rabdomiólise. Em outras palavras, os animais que são diariamente utilizados em trabalhos, acham-se mais capacitados ao desenvolvimento de um esforço físico “extra”, digamos assim. Mas isso nos leva à seguinte reflexão: será que não basta aos animais servirem ao ser humano em suas lidas? É desejável que seres humanos e animais interajam em harmonia na elaboração de um trabalho, respeitando-se os limites de suas forças e suas condições de bem-estar. Bem diferente é a condição dos espetáculos de “diversão humana” nos quais eles – os animais são submetidos e subjugados a situações que indiscutivelmente lhes causam sofrimento físico e mental. A própria dignidade do ser humano requer uma apressada revisão dessa postura.

ARTIGO
Os 10 metros que envergonham
Agressões com paus, pedras, ovos podres, empurrões, xingamentos. Em decorrência, ferimentos e muita dor. Tal foi a atitude de alguns organizadores e participantes do evento puxada de cavalos, realizado em Pomerode domingo passado, em represália à presença de membros de algumas ONGs de proteção animal que, democrática e pacificamente, manifestavam seu protesto contra essa prática indigna e que confronta à Constituição e outras leis de âmbito federal.

A repercussão negativa fora de nosso Estado não tardou, conforme o comprova o manifesto da doutora Irvênia Prada, médica veterinária e professora emérita da Universidade de São Paulo (USP), docente e orientadora no curso de pós-graduação em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, consultora, parecerista e articulista, autora dos livros A Alma dos Animais e A Questão Espiritual dos Animais, a seguir reproduzido.

“É lamentável que a população do maravilhoso Estado de Santa Catarina permita que uma minoria de consciência adormecida persista na prática inaceitável da utilização de animais de maneira cruel e desumana, em deprimentes espetáculos chamados de diversão, como a farra do boi e, agora, as puxadas de cavalos. Como médica veterinária, sei que o esforço físico exagerado, que no caso é imposto aos cavalos nas atividades de puxadas (sendo obrigados a arrastar pesos de até duas toneladas por 10 metros), pode levar a um quadro de exaustão muscular conhecido tecnicamente como rabdomiólise, que se caracteriza por uma lise do tecido muscular, ou seja, uma destruição da estrutura muscular, o que resulta metabolicamente em insuficiência renal e sofrimento orgânico, que pode culminar com a morte. Há também, nestes casos, sobrecarga das funções cardiovascular e respiratória, com elevação da pressão arterial, além de sofrimento mental, o que ocorre pela situação de subjugação a que o animal se acha submetido. O ser humano, de inteligência tão pródiga na aquisição de tantas conquistas científicas e tecnológicas, já teria condições de recorrer à vivência de harmonia com os animais e outros elementos da natureza, o que certamente lhe dignificaria a personalidade. Sabendo também que o silêncio dos bons representa sempre um fator de engrandecimento das ações dos irresponsáveis, faço votos para que a população se insurja contra essa prática absolutamente inaceitável por todos os padrões de ética que se possam imaginar.”
MADALENA PARISI DUARTE | Jornalista

Ingratidão
Há alguns anos, tive oportunidade de ler “Beleza Negra” (Black Beauty), da consagrada escritora inglesa Anna Sewell. Não pude deixar de chorar várias vezes, à medida que virava as páginas do livro bem ilustrado e de texto impecável. De forma singular, a autora faz com que o personagem principal – um cavalo fictício denominado Beleza Negra – narre sua trajetória de vida, tecida de poucos meses de liberdade, no campo, e de muitos anos de trabalho escravo, na cidade, puxando carruagens ou carroças, sob o açoite e a ingratidão de donos tão insensíveis quanto ignorantes.

Lançado em novembro de 1877, Beleza Negra tornou-se um best-seller e até redundou em filme de grande sucesso. Embora tenha se consagrado como um clássico infantil, Anna Sewell dizia que o objetivo do livro era sensibilizar a todos os proprietários de cavalos para que oferecessem um tratamento amável, bondoso e compreensivo aos seus animais. Devido a sequelas que tiveram origem em um forte tombo que levara na infância, Anna tinha grande dificuldade em manter-se de pé ou caminhar, o que a obrigava a se locomover em carruagens. Uma vida inteira observando a exploração e os maus-tratos aos cavalos a induzira a escrever Beleza Negra.

Os séculos passam, e a ingratidão para com os animais – entre os quais os inteligentes e nobres cavalos – prossegue, lamentavelmente. Prova disso é o recente anúncio de um leilão público de cavalos, de iniciativa da Polícia Militar de Santa Catarina. Como “semoventes” e considerados velhos para o serviço da corporação, cavalos que trabalharam anos a fio agora são oferecidos em lotes, por lances ínfimos, ao lado de veículos e outros bens inservíveis.

Em vez de se buscar formas alternativas que possam oferecer uma “aposentadoria de reconhecimento” a esses animais, recorre-se a leilões degradantes. Será esse o “prêmio” que merecem cavalos que, entre outras tarefas dignas, como o serviço de policiamento da cidade, certamente também tiveram oportunidade de marchar, garbosos, em inúmeros desfiles pátrios?

Após o leilão ultrajante, triste fim os espera: alguns talvez sejam logo abatidos, sendo quase certo que de forma cruel, em abatedouros clandestinos, com a carne utilizada na fabricação de embutidos; outros, por sua vez, passarão a puxar carroças de proprietários irresponsáveis, que costumam explorar os animais em trabalhos forçados, sem descanso regular e sob condições deploráveis, até levá-los a uma morte inglória e injusta.

Até quando os chamados “seres humanos” continuarão alimentando o equivocado pensamento de que os animais são simples objetos à disposição de seus proprietários? Até quando?

Madalena Parisi Duarte
Jornalista – DRT-00774 JP
Presidente em Exercício da Focinho Feliz –
Aliança Educacional pelo Bem-Estar Animal (Blumenau-SC)

Obs.: Texto publicado alguns anos atrás, no jornal alternativo BluNews (extinto), do jornalista Manoel Fernandes Neto.

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
DESCRIÇÃO DA NOTÍCIA

06/09/2012 – 14h23min
Dos Gabinetes – Comissão de Justiça aprova por unanimidade projeto de Ana Paula contra a puxada de cavalos
O Projeto de Lei de autoria da deputada Ana Paula (PT) que proíbe a realização da prática chamada “Puxadas de Cavalo” em Santa Catarina foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, nesta semana. Contrária a qualquer prática que caracterize violência, a deputada protocolou o projeto na Assembleia Legislativa em abril de 2011, atendendo a apelos de diversas entidades que denunciaram maus tratos aos animais na realização das competições.
De acordo com a justificativa do projeto, “a puxada de cavalos é uma competição que obriga uma parelha de cavalos a arrastar uma carreta conhecida como ‘Zorra’, sem rodas, com sacos de areia cujo peso total varia de 1.000 a 2.500 quilos, por percurso de 24 metros em uma pista improvisada com lama.” A aprovação da matéria se deu conforme o parecer de vista do deputado Sargento Amauri Soares (PDT). Soares propõe uma emenda substitutiva global ao PL, fazendo um adendo ao Código Estadual de Proteção aos Animais (Lei 12.854/2003). A matéria segue agora para a Comissão de Turismo e Meio Ambiente.

Assessoria de Imprensa
Mandato Deputada Ana Paula Lima
(48) 3221-2680

CCJ aprova projeto que proíbe puxadas de cavalo
04/09/2012 Texto: Ludmilla Gadotti e Alexandre Brandão
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou por unanimidade o Projeto de Lei nº 117/2011, conforme o parecer de vista do deputado Sargento Amauri Soares (PDT). A matéria, de autoria da deputada Ana Paula Lima (PT), proíbe a realização de puxadas de cavalo em Santa Catarina.

Sargento Soares propõe uma emenda substitutiva global ao PL, fazendo um adendo ao Código Estadual de Proteção aos Animais (Lei 12.854/2003). “Fizemos uma emenda para viabilizar o projeto contra essa prática que vem crescendo de forma inapropriada no Estado. É uma competição que pode levar o animal ao esgotamento ou machucá-lo, pois ganha a parelha de cavalos que puxa o maior peso sobre uma zorra [aparelho sem rodas para transporte de objetos muito pesados] num terreno com lama. Temos a obrigação de criar mecanismos para que esta prática não se difunda”, disse o parlamentar na reunião da CCJ, na manhã de terça-feira (04/09).

Segundo o deputado, pode-se usar o animal para tração, como arar a terra, dentro dos critérios da lei de defesa dos animais, “mas não pode para competição, porque é desnecessária”. No parecer de vista, o deputado afirmou que o Parlamento deve atuar na proteção dos animais, “não podendo se imiscuir da responsabilidade, pois deve ser combatida esta diversão violenta e cruel”.
ORAÇÃO DO CAVALO
Dá-me comida e cuida de mim, e quando a jornada terminar,
dá-me abrigo, uma cama limpa e seca e uma baia ampla pra eu descansar em conforto.
Fala comigo; tua voz, muitas vezes, significa, para mim, o mesmo que as rédeas.
Afaga-me, às vezes, para que eu te possa servir com mais alegria e aprenda a te amar.
Não maltrates minha boca com o freio e não me faças correr ao subir um morro.
Nunca, eu te suplico, me agridas ou me espanques quando eu não entender o que queres de mim, mas dá-me uma oportunidade de te compreender.
E, quando não for obediente ao teu comando, vê se algo não está correto nos meus arreios, ou maltratando os meus pés.
E, finalmente, quando a minha utilidade se acabar, não me deixes morrer de frio ou à mingua, nem me vendas para alguém cruel para eu ser lentamente torturado ou morrer de fome.
Mas, bondosamente, meu amo, sacrifica-me tu mesmo, e teu Deus te recompensará para sempre, e não me julgues irreverente se te peço isso.
Em nome d’Aquele que também nasceu num estábulo.

Traduzido por: Heraldo de Araujo Pessoa
Fonte: ABQM Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha

BLOG DE VALTHER OSTERMAN (Colunista do Jornal de Santa Catarina)
Puxada de cavalos
5 de setembro de 2012 48
A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade, a proibição de puxadas de cavalo em Santa Catarina.
É um passo, mas é promissor. O assunto já ensejou confronto entre adeptos da prática e defensores de animais, fato que gerou a reação que agora desemboca na Assembléia.
O projeto aprovado na CCJ terá que ser votado em plenário, mas com possibilidade de aprovação. Virando lei, vai dar trabalho para a polícia, pois os que se divertem com aquela prática cruel não desistirão, se levarmos em conta que a Farra do Boi também é proibida, e é aquilo que a gente sabe, todos os anos.
Comentários (48)
• Andre L. diz: 5 de setembro de 2012 – A puxada de cavalos não tem nada de cruel. É somente uma prova de força. Os cavalos são diariamente utilizados em atividades semelhantes na lavoura, São bem alimentados, bem tratados. Acho uma idiotice, quem nunca pôs o pé no campo, comparar a puxada de cavalos com a estupidez chamada de ¨herança cultural¨ que é a farra do boi.
• Kaciane diz: 5 de setembro de 2012
TUDO o que um animal faz por imposição, por obrigação, é cruel. Eu sou totalmente a favor da proibição das puxadas, das touradas, vaquejadas, farra do boi, rinhas, rodeio, circo, e tudo o que faz o animal sofrer ou que seja perigoso para a saúde do mesmo. E quem é a favor dessas práticas, então que troque de lugar com o animal.
• Jussara Silvana Rodrigues Garcia diz: 5 de setembro de 2012
Crueldade nunca mais.
• Maria Aparecida dos Santos diz: 5 de setembro de 2012
Não faz sentido nenhum este tipo de prática.
Será porque é um ser que não tem como se defender????
• Marilene Pena de Andrade diz: 5 de setembro de 2012
Ver o sofrimento de um animal indefeso é a mesma coisa que ajudar a maltratar…. sou contra a prisão, uso, tortura ou morte de qualquer animal vivo. Por mim isso acaba!!!!!
• Lao Moraes diz: 6 de setembro de 2012
Caro ‘Andre L.’, Quem utiliza animais para atividades no campo, levando-os a fazer o uso exagerado da força, tem mais é que ser punido. O estado de Santa Catarina está cheio de micro-tratores, andando pra lá e pra cá nas rodovias e ruas das pequenas cidades, sem sequer seus condutores serem abordados pelas autoridades de trânsito, assim como estas em que ocorrem essas competições. Porque não substituir a força animal pela mecânica? E falando do mesmo assunto, muitas cidades já estão proibindo até os passeios de charretes. Uma ideia um tanto troglodita, achar que ainda devem ser usados métodos da idade média para o trabalho, seja no campo ou nas cidades.
• Suco diz: 6 de setembro de 2012
caro senhor Andre L. se vc acha que é prova de força e não tem nada de mal, pq não vai lá no lugar dos cavalos?! Qquer tipo de uso de animal para fins de tortura é abominável. Como a senhorita Kaciane pronunciou tb concordo com ela. Puxada de cavalos em certos lugares tb é tido como herança cultural.. por isso que o resto do país considera esse povo “chucro”.. e ainda se vangloriam do tal feito. Bando de ignorantes essa gente que defende esse tipo de violência.
• Egon Budag diz: 6 de setembro de 2012
Todos os defensores de animais deveriam primeiro olhar para o seu próprio umbigo. Se você se alimenta de carne sem saber a origem da mesma, então é cooparticipante de uma prática de sacrifícios de animais que ultrapassa em muito à uma simples puxada de cavalos. A forma atual de pruduzir carne para alimentar os humanos, isto sim é uma crueldade sem limites.
• Paulo diz: 6 de setembro de 2012
Idiotíce é essa idéia de que tem que morar no campo pra entender do assunto. Eu moro na região central de Blumenau mas nasci no campo. Sei que cavalos não são submetidos a esforços exagerados como nas puxadas. Como você disse André L., é uma prova de força, e vence aquele que puxar mais. Tudo tem um limite… Porque não criam uma prova onde os adeptos e apreciadores das puxadas de cavalos levam uma carga excessiva amarrada ao corpo, e descalços puxem isso pela lama. Ah, sem esquecer das chicotadas…
• George diz: 6 de setembro de 2012
Conforme acima também acho q não podemos comparar a fará do boi com a puxada tenho certeza de que ser for realmente proibída, ela não será mais praticada.
A puxada e organizada com veterinários que verificam a saúde do animal se esta apto a praticar a puxada. Não e uma pratica de crueldade e sim um teste de forca, se a puxada e um ato de crueldade de que podemos chamar o levantamento de peso? o UFC? a não podemos esquecer se falar de animais as charretes que o pessoal gosta de passear que os cavalos magros ficam rodando o dia inteiro no Sol mais essa pratica não e proibida porque agrada os olhos do turista?
Não pratico a puxada e nunca participei de um evento mais procuro me manter informado e já vi que os cavalos vivem muito melhor que algumas famílias que precisariam de ajuda, porque não nos preocupamos com quem precisa?
• Fabiana diz: 6 de setembro de 2012
Sou totalmente contra este ato cruel.E quanto aos adeptos, pense se fosse você no lugar deles,gostaria?
• Marco A. Santos diz: 6 de setembro de 2012
Interessante que o dito “ser humano” só quer continuar com as tradições em que ele é um mero espectador. Os defensores se baseiam no fato de que o animal “desde os tempos remotos desempenham esta função no campo”, por isso não é nada de mais esta prática. Só me restam algumas perguntas: Qual deles não possui banheiro dentro de casa? Qual deles não tem energia elétrica em sua residência? Qual deles não possuiu aparelhos que facilitam suas vidas no dia a dia do campo? Ainda aram suas terras com arado de tração animal? Aquele em que seu avô necessitava ficar caminhando com o arado nas mãos e forçando para “cavar” a terra! Bom, acho que isso basta para uma reflexão.
• José Carlos da Silva diz: 6 de setembro de 2012
Sou totalmente a favor, isto é cultura pois na época que foi incentivado essa prática, no minimo era um dos poucos passa tempo que se tinha. Acredito que hoje em dia a maioria das pessoas tenha um pouquinho mais de inteligencia para não fazer este tipo de prática. Eu não ganho nada, você não ganha nada, e quem passa as dificuldades é o pobre do animal. Utilize a força animal para o seu bem, e não para práticas ridiculas, e que não adicionam em nada a vida de ninguem. Que o animal tem força todo mundo sabe.
• jaime diz: 6 de setembro de 2012
Concordo com Caciane.
• Júlio diz: 6 de setembro de 2012
Como “seres superiores e inteligentes” que somos, não podemos achar que subjugar “seres inferiores” possa ser considerado “cultural, divertido, rotineiro, normal, natural”, ou qualquer outra desculpa que se queira dar para a perpetração da ignorância humana. Apoio o fim de qualquer atividade com animais.
• jose m Luciano diz: 6 de setembro de 2012
Para quem acha que fazer puxada de cavalos e legal, sao completamente sem noçao e idiotas. igual o nosso amigo Andre L.
O Andre escreveu que ele acha certo puxadas de cavalos . Entao Andre vc deveria ficar de quatro e puxa peso, pois ai vc vera se e cruel ou nao ! se vc nao sabe ja faz tempo que existe tratores e maquinarios para fazer roças. esse pessoal que fazem puxadas pararam no tempo heheheheh, !
• konev diz: 6 de setembro de 2012
COM CERTEZA,CAVALOS EXISTEM PRA ISSO.VAMOS C0NTINUAR AS PUXADAS
• Emerson diz: 6 de setembro de 2012
André , se você acha que essa farra não é cruel , aconselho a você que quando for proibido essa farra , no próximo ano você pode ir no lugar dos cavalos e puxar o mesmo peso , para ver se é bom !!! estaremos la para aplaudir você .
• André Silva diz: 6 de setembro de 2012
E os RODEIOS, quando serão proibidos ?
Proibir apenas a puxada, é hipocrisia de político querendo voto. Se é para ser certo, ecologicamente correto, deve-se proibir tudo. Portanto, sou contra a proibição, pois sou contra a hipocrisia.
Vou usar a mesma desculpa dos defensores de RODEIO. Os cavalos são animais treinados para isso. Não é um cavalo comum. São atletas. Eles fazem isso diariamente durante o trabalho. Puxam a zorra, aram o plantio, puxam carroças, descem com troncos de árvores imensos dos morros da região (ou vocês acham que a madeira da cadeira da sua casa, veio voando para a serraria?), qual o mal nisso? Chega de vocês serem ecólogos de ocasião. Hipócritas.
• Luciano de BLUMENAU diz: 6 de setembro de 2012
Senhor jose m Luciano………..Tudo bem, existem Maquinarios para o trabalho no campo hoje em dia. Concordo com você, Mas Defendo aqueles que ainda usam a força animal para este tipo de trabalho (mas sem exageros) caso ainda seja conveniente o uso, depende do tamanho do que o agricultor produz. Agora se proibirem de usarem força animal no campo……onde irão estes animais ??? com certeza ainda prefiro ver eles ajudando o homem no campo e sendo bem tratados do que jogados abandonados ao lado de uma rodovia , ou sendo enviados para uma fabrica de sabão. Mas enfim…este é um assunto bastante complexo de se discutir.
• nilva diz: 6 de setembro de 2012
OS CAVALOS E OS BOIS PUXARAM O PAIS POR MUITAS DECADAS TODOS OS DIAS,
AGORA NAO PODE UMA VEZ POR ANO?
• sonia diz: 6 de setembro de 2012
Muito bem, acho esta pratica cruel assim como a farra do boi, para eles importa a diversão não tradição, se acham tão divertido puxem eles.
• Egon diz: 6 de setembro de 2012
Alguém sabe com certeza dizer se existe o uso de chicote neste tipo de atividade?
• sandra diz: 6 de setembro de 2012
quanto drama! Pra que proibir as puxadas de cavalo?
tem tanta coisa que fazemos de pior aos animais e nem nos damos conta.
• Glauco de Blumenau diz: 6 de setembro de 2012
Perdoe-me os fãs de “‘ Puxadas de cavalo’. Mas se acham que não é cruel tal atitude com os animais, que fiquem 15 minutos no lugar dos mesmos…
• Motorista da Gloria diz: 6 de setembro de 2012
E dos corredores de onibus, ninguem fala mais nada?
• J. A. diz: 6 de setembro de 2012
Qual a utilidade de um cavalo se não for pra alguma atividade de força? Depois da proibição eles serão da categoria de “bichinhos de estimação”? Que coisa inútil! Pra que alguém vai querer um cavalo ainda? Vão levar pra passear puxando pela guia. (Só pra ficar bem claro: acho ridícula a “exibição” da força e competição). Acho que esse assunto está sendo tratado de maneira muito radical (de ambos os lados). E já encheu a paciência.
• JORGE diz: 6 de setembro de 2012
Já presencie a pratica a mais ou menos dois anos e na época não tinha regras, hoje tem acompanhamento veterinário, proibição de chicotadas, tempo limite e o peso puxado é em relação ao peso do animal, não acho que seja cruel.
• MicheleF. diz: 6 de setembro de 2012
Volto a concordar com André Silva!;;… Acho que devíamos ficar sem muita coisa ,,… entre as mais simples das coisas… o alimento extraído do campo.. pois o pequeno agricultor…. esse que leva a verdura pro mercado não usa maquinários agrícolas, não adentram a sua propriedade… cada vez mais vejo que o povo não sabe o que é uma vida no campo.
• jorge diz: 6 de setembro de 2012
Não seria crueldade confinar um cachorro dentro de um apartamento.
• Fabrício diz: 6 de setembro de 2012
Quem critica não sabe do que fala. Animais usados hoje em dia na lavoura são muito comuns. São usados desde seu esterco para produção de biomassa, sim o esterco que vai para as plantações de produtos naturais… produtos orgânicos. ou esse povo não sabe que muito do que eles comem é produzido com auxilio do animal. Graças a Deus eu diria, que muitos agricultores ainda pensam assim, pois não degradam as terras, ainda se preocupam em preservar e manter a terra. Coisa que o povo da cidade não tem nem noção, acham que o cavalo ou boi é um animal de estimação, um pet. Onde essa sociedade vai parar? Que tal fazermos um mutirão para ir num sábado arar e capinar um campo e plantar algumas verduras …?
• Altair diz: 6 de setembro de 2012
Por que voces que sao contra a puxada, nao criam os cavalos? trabalham em lauvoura para ter o que comer? se voces são tao contra a puxada, pedem de doação os cavalos e alimentem eles e façam o que bem entenderem. Com certeza esse pessoal que eh contra, nunca encostou a mao em uma enxada nem trabalhou na lavoura, nao sabem nem de como seus antepassados retiravam o sustento da roça. Voce ja viu algum cavalo magro nas puxadas? e os puxadores de carroça com lixo??
• eduardo demaria machado diz: 6 de setembro de 2012
Sugiro a puxada das mães de quem pratica a de cavalos e farra com bois.
• Cesar diz: 6 de setembro de 2012
Parabéns se realmente isto não for mais uma balela de políticos. E quem acha que Puxada não é crueldade, fique de 4, coloque os arreios, vá puxar peso e depois nos conte, combinado?.
Também concordo que a farra do boi é uma crueldade além de ser crime e comer carne de animais também é uma crueldade contra os animais.
Eu já evolui, não preciso mais de sacrifícios de animais para sobreviver, portanto posso falar sem parecer “hipócrita”.
• JC diz: 6 de setembro de 2012
O bando de ignorante, quando se de único meio e necessidade par se tirar o sustento seja o uso de um animal nada contra, afinal é necessário. Agora pra ficar brincando de trenózinho, cs são um bando de ignorantes mesmo que não tem mais nada o que fazer mesmo. Vão arrumar um trabalho, em vez de em suas horas de lazer ficarem perdendo tempo com estes tipos de eventos que não adicionam em nada na vida de ninguém. Vão visitar um asilo, um orfanato, usem e ocupem seu tempo livre com algo produtivo. Fica a dica!
• Bia diz: 6 de setembro de 2012
Sinceramente? Mais da metade das pessoas que aqui reclamam sequer sabiam da existência das puxadas antes do alvoroço do ano passado…. essas mesmas pessoas devem ir aos hotéis fazenda andar a cavalo, devem ir pra pomerode andar de charrete, e claro, comer carne…. se vamos ser extremos, então que comecemos!
Não sou a favor do maltrato de animais… mas ficar dizendo que alguém deveria ir lá puxar pra ver como é, é mta falta de argumento! Quem fala isso já o fez? Sabe do que está falando?
Cavalos carregam carga na lavoura, no campo… sem eles, provavelmente a vida de muitos colonos não seria boa como é…
• Regiane diz: 6 de setembro de 2012
O que deixaram de comentar e que nestas puxadas de cavalos, ficam uma quantidade considerável de seres humanos “se e que são” bebendo, brigando, apostando…e depois saem dirigindo seus carros, alcoolizados, e com crianças sem cadeirinhas infringindo as leis! Uma coisa puxa a outra!
• JC diz: 6 de setembro de 2012
Em lavoura é por necessidade e para o sustento, nestes eventos é por palhaçada mesmo.
• MVA diz: 6 de setembro de 2012
Se olharmos pelo esforço até daria para concorda com a proibição, mas os animais pequenos que ficam trancados em uma coleira, gaiola ou em casa trancados para seu donos irem trabalhar é justo. Porque nimguem berra por isto, porque nimguem se interesa em protestar. Pensem bem, pois isto querendo ou naõ, gostando ou não eu tenho como um acontecimento cultural. Porque agora ninguem bera em relação aos bebedores de chopp que virrão para bagunsar a cidade, isto também é cultura não achas.
• CURTO&GROSSO diz: 6 de setembro de 2012
Com todo o amor que tenho pelos animais em especial aos cachorros e cavalos, o que me soa muito muito estranho e que beira a irracionalidade é o fato de que os animais neste país estão merecendo muito mais atenção das pessoas do que os seus próprios semelhantes. Assim sendo, pessoas morrem nas filas do SUS e a sociedade não está nem aí, crianças são abandonadas pelas ruas e se transformam em marginais da noite para o dia e a sociedade não está nem aí, velhinhos apanham de bandidos e ainda são queimados vivos e a sociedade não está nem ai, políticos roubam e enganam o tempo todo na maior cara-de-pau e geram todo este desnível social que conhecemos e a sociedade não está nem aí.
É, parece mesmo que está na moda fazer luxuosas festas de aniversário para cães e gatos e ao mesmo tempo em que jogamos as nossas crianças desamparadas nas latas de lixo !!!
• André L. diz: 7 de setembro de 2012
Vejo aquí hipócritas advogando em um assunto sem conhecer absolutamente nada. Isto é comum em estúpidos conduzidos por políticos oportunistas. Simplesmente ignorantes sensibilizados por discursos de ong´s que nunca viram uma atividade de campo. Quem já viu a puxada, sabe que não tem chicotadas como nos rodeios vaquejadas e similares. Estes sim, torturam vacas, bois, chicoteiam cavalos, mas ninguém fala nada. Rodeio é praticado por ricos, com milionários patricínios e nenhum praticante depende do animal. Por isso é bonito para os estúpidos aqui. Já a puxada, onde os colonos levam seus animais, dos quais dependem no dia seguinte para a lida, onde fazem atividades semelhantes a competição, devem ser proibidos. Povo ignorante tem os governantes que merece. Se o uso de animais deve ser proibido em atividades esportivas, que comecem pelos rodeios. Dúvido que algum destes nossos parlamentares vá concordar, como duvido que algum destes acima, com seus acalorados discursos vá cobrar isto dos parlamentares ou destas ong´s, travestidas somente para desvio de verba para políticos. Povo sem discernimento, sem senso, vota nos mesmos idiotas e acha que sabe tudo.
• Gonçalves diz: 10 de setembro de 2012
Povinho de 3º mundo querer discutir assuntos de 1º mundo só podia dar neste tipo de embróglio.
• Fernanda diz: 3 de outubro de 2012
Sempre a mesma história: tanta gente passando fome, na fila de SUS , e a gente preocupada com os animais! Que absurdo, né? Como que você acha que se cria mentes doentias, psicopatas, pessoas insensíveis e indiferentes ao sofrimento do próximo? políticos corruptos são reflexo da nossa população. Ou vc acha mesmo que um homem que maltrata os animais é boazinha com as crianças e idosos?
“Incêndios propositais e crueldade com animais são 2 dos 3 sinais de infância que sinalizam o potencial de um assassino serial.” – John Douglas, analista do FBI que estuda o perfil de assassinos
Ah, e 65% dos grãos servem de alimentos para os animais para que possamos comer carne! Se os países ricos e em desenvolvimento comessem menos carne não haveria fome no mundo!! O grande responsável pelo desmatamento e aquecimento global é a pecuária!
• FERNANDA diz: 21 de outubro de 2012
É por culpa de pensamentos atrasados de pessoas a favor disso, que nos catarinenses somos chamados de ALEMÃES NAZISTAS em redes socias… Triste, só não me envergonho pq sei que é uma terra linda e de muitas pessoas boas, SC não merece isso!!! Que se faça justiça!!!
• MARIEL diz: 23 de outubro de 2012
….para estes espertos que se preocupam com a puxada, o que acham do GP brasil de turf Brasil (corrida de cavalos), quantos acidentes acontecem, quantos infartam em corridas de tanto anabolisantes etc…pq esta sra. que “puxa” as paceatas não vai lá em São Paulo,RIo, Argentina etc…se manifestar na porta das pistas? Será que lá os cavalos são diferentes? ou são avaliados em U$ dolar Este povo que pratica a puxada são pessoas calejadas de coice do arado nas lavouras que sofrem muito mais do que qualquer cavalo….a puxada é apenas um encontro realizado uma vez no ano, é uma tradição, uma cultura que muitos não enchergam. Aquelas pessoas que não tem ou não querem ter nada mais importante para fazer como o que ja comentaram acima ( cuidar de pessoas, hospitais, educação….) são pessoas que “procuram sarna para se coçar”, na cidade as academias estão lotadas de pessoas levantando peso, correndo, lutando entre sí….para que? Ah, para ter saúde né! será que vcs viram algum animal ou homem daqueles calejados de pés descalços como os cavalos, doente? A puxada nada mais é do que uma amostra do que se passa no dia a dia no campo, podem se passar mil anos, mas cavalos nunca vão deixar de ser cavalos e quem é apaixonado pelo cavalo nunca vai deixar desaparecer esta cultura mas também quem é tão apaixonado assim por cavalos nunca vai admitir maus tratos com os animais….gente, vamos refletir melhor e tentar se colocar no lugar daqueles que nasceram e continuam no campo, cada um no seu lugar, cada um com seu costume, acredito que eles lá do campo também devem acha engraçado um bando de gente na frente dos espelhos nas academias forcejando, suando se contundindo às vezes, mas respeitam a idéia de cada um…
“IGNORANTES SÃO AQUELES QUE SE ACHAM DONOS DA VERDADE!”
TENHO CAVALO DE TRAÇÃO E DE MONTARIA…
SOU APAIXONADO POR CAVALOS POR ISSO DEFENDO A CULTURA DESTE POVO!

André L. estou com vc irmão, em um país democrático devemos lutar sempre!
• JC diz: 24 de outubro de 2012
Não me acho nem um pouco dono da verdade, mais sou dono da minha opinião, e minha opinião é que quem faz isso é um bando de ignorante, e mais ignorante ainda comparar o que um ser uma ESCOLHE fazer com o que um animal é OBRIGADO a fazer. E desocupado é quem fica perdendo tempo organizando e participando destas palhaçadas. Se toquem pois tem coisa muito mais interessante de fazer no momento de lazer do que ficar vendo o animal se matando em puxar peso de graça, sem motivo nenhum. Só pra avisar que a era primitiva já passou, e não vejo cultura nenhuma nisso dai.
• Egon diz: 24 de outubro de 2012
Mariel,
Muito grato por sua contribuição ponderada e equilibrada que para uma pessoa de mente aberta pode trazer proveito.
• Kaciane diz: 28 de outubro de 2012
Simplesmente não adianta tentar explicar pra quem não quer entender. Não sei porque acham que ou vc defende pessoas ou defende animais. Nunca vi um defensor dos animais maltratar pessoas. Por que eu não posso ajudar pessoas e ajudar animais também? Essa história de “Tanta gente no mundo precisando de ajuda e vcs preocupados com bichos” é a mais manjada que já vi. Quem tem compaixão por um animal, tanto mais o terá por seu semelhante! Quem bate num velhinho ou joga uma criança no lixo são os mesmos que batem em animais ou os matam. E quem nos julga com aquela história de “tantas crianças passando fome e vcs preocupados com animais” geralmente não faz nada nem pelos animais e nem pelas crianças.
http://wp.clicrbs.com.br/valtherostermann/2012/09/05/puxada-de-cavalos/?topo